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Capítulo 1 O Renascimento

O período que ficou tradicionalmente conhecido como Renascença foi marcado por um poderoso movimento artístico e cultural que teve lugar na Península Itálica entre os séculos XV e XVI. Desse epicentro irradiou para a Europa continental promovendo um pronunciado florescimento.

A visão antropocêntrica do mundo, a afirmação dos EstadosNacionais, a difusão de variadas formas artísticas inspiradas na Antiguidade Clássica, a descoberta de novos continentes, o movimento de reforma religiosa, os avanços técnicos, como a bússola e a prensa, os estudos de anatomia e de astronomia que iriam resultar nas bases da Revolução Científica são acontecimentos quese inscrevem na configuração do Renascimento.

Conjuntura: aspectos gerais

A Europa da Idade Média era uma sociedade relativamente estável e fechada. Mas durante o Renascimento ganhou corpo um grande processo de abertura e expansão comercial e marítima. O homem vai tornando-se, aos poucos, o centro das preocupações, o que possibilita paulatinamente a instalação de uma mentalidade mais laica.

O homem vitruviano de Leonardo da Vinci (1490) - síntese do ideário renascentista - humanista e clássico.
Figura 1. O homem vitruviano de Leonardo da Vinci (1490) - síntese do ideário renascentista - humanista e clássico.

Contudo, é importante refletir sobre a conjuntura europeia que implicou no nascimento dessa nova maneira de viver e entender o mundo. Segundo o historiador francês Jean Delumeau em sua obra clássica, A civilização do Renascimento:

Entre 1320 e 1450 abateu-se sobre a Europa uma conjunção de desgraças, privações, epidemias[peste negra], guerras, um aumento brutal da mortalidade, diminuição da produção de metais preciosos e o avanço dos Turcos. Desafios esses que foram vencidos com coragem e gênio. A história do Renascimento é a história desses desafio se dessas respostas. A crítica ao pensamento clerical da Idade Média, a recuperação demográfica, os progressos técnicos, a aventura marítima, uma estética nova, um cristianismo reelaborado e rejuvenescido: eis os principais elementos da respostado Ocidente às tão variadas dificuldades que nos eu caminho haviam se acumulado.3

Os homens que viveram durante o Renascimento tiveram consciência de que sua época era bem diferente da Idade Média. Consideravam a cultura medieval muito inferior à da Antiguidade e opunham uma à outra, como se não houvesse continuidade entre elas. Julgavam viver um período de luzes depois das “trevas” medievais.

“Escola de Atenas” (1509) de Rafael é considerada uma das pinturas que mais reflete o espírito renascentista por sua harmonia geométrica.
Figura 2. “Escola de Atenas” (1509) de Rafael é considerada uma das pinturas que mais reflete o espírito renascentista por sua harmonia geométrica.

Houve, não há dúvida, um retorno à cultura greco-romana, tanto no plano artístico como na maneira de pensar. Isso trouxe a redescoberta do valor e das possibilidades do homem, que passou a ser considerado o centro de tudo (antropocentrismo), ao passo que na Idade Média o centro era Deus (teocentrismo). Foi também acentuada a importância do estudo da natureza, que substituiria lentamente os ensinamentos baseados na autoridade e na tradição, característicos da Idade Média.

Teocentrismo x Antropocentrismo.
Figura 3. Teocentrismo x Antropocentrismo.

Cabe considerar, todavia, que o Renascimento foi um produto medieval. Como alerta Delumeau:

O regresso à Antiguidade em nada influi na invenção da imprensa ou do relógio mecânico, nem no aperfeiçoamento da artilharia, nem no estabelecimento da contabilidade por partidas dobradas, nem no da letra de câmbio ou das feiras bancárias.4

Portanto, devemos cuidar para não sermos seduzidos pelos argumentos dos humanistas, incorrendo no risco de negar as continuidades medievais que se inscreveram no contexto renascentista. Aliás, nesse sentido alerta o historiador Peter Burke:

Como todas as autoimagens, a dos acadêmicos e dos artistas do Renascimento era tão reveladora quanto enganadora. Como outros filhos que se rebelam contra a geração dos pais, estes homens deviam mais do que julgavam à “Idade Média” que tão frequentemente denunciavam. Se sobrestimaram a sua distância do passado recente, subestimaram a sua distância do passado longínquo, a Antiguidade que tanto admiravam.5

Nascimento de Vênus, Sandro Botticelli,1483.
Figura 4.Nascimento de Vênus, Sandro Botticelli,1483.

Em sua obra O Renascimento italiano, Peter Burke aponta também entre as características do período o secularismo e o individualismo, ao lado do entusiasmo pelas fontes da Antiguidade. O autor compreende o movimento como resultante do desenvolvimento das cidades italianas que tiveram papel mercante no período, por terem favorecido a precoce burocratização, a crescente urbanização e a difusão da alfabetização e dos cálculos. Inaugurava-se, desse modo, uma confiança cada vez maior no homem e suas potencialidades. Nesse contexto, tentando reviver a Antiguidade, o Renascimento produziu uma série de importantes mudanças no conjunto da cultura ocidental.6

Contudo, o Renascimento não se revela especialmente artístico, nem particularmente italiano, apresentando outras nuances tais como o progresso técnico, material e espiritual, bem como a descoberta do homem, da criança e da família. Foi também durante esse período que se firmou, paulatinamente, uma mentalidade mais experimental e mais científica, sendo um atributo marcante do Renascimento o racionalismo, isto é, a convicção deque tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência. Os métodos experimentais, a observação científica, o desenvolvimento da contabilidade, a organização política racional, que começaram na época, são exemplos desse racionalismo.

Nesse contexto de mutação, a invenção do tipo móvel da imprensa, por Gutenberg em 1450, ampliou assombrosamente a produção de livros e a circulação de conhecimentos. Entre 1450 e 1550foram produzidos, na Europa, 10 milhões de livros que abordavam cerca de 40 mil títulos, editorados por centenas de impressoras, que publicaram milhares de exemplares.7 Eram publicações de conteúdo literário, artístico, religioso e científico que fundamentariam as grandes mudanças políticas, econômicas e sociais ocorridas nos séculos posteriores.

A prensa de tipos móveis foi inventada pelo alemão Johannes Gutenberg por volta de 1450.
Figura 5.A prensa de tipos móveis foi inventada pelo alemão Johannes Gutenberg por volta de 1450.

Outro aspecto a ser destacado é que o Renascimento corresponde à época em que a Europa se define politicamente. Segundo Delumeau, o ideal da unidade europeia, realizada sob a autoridade do imperador, foi substituído nesse período por uma relação de forças. De fato, se no princípio do século XIV a Europa era aindauma nebulosa de formas indecisas e de futuro incerto, no séculoXVII as divisórias políticas do continente estavam mais claras e consolidadas nas suas grandes linhas. Ao longo desse período, nasceu a consciência de si e dos outros, na maior parte dos povos europeus. E é essa consciência que explica as fronteiras, as alfândegas, as águas territoriais e o próprio mercantilismo enquanto expressão econômica da vontade de independência. Mesmo a Reforma religiosa pode ser entendida como uma reação do individualismo nacional.

É interessante observar que a literatura, mesmo quando ainda escrita em latim, era resolutamente nacionalista. Esse movimento de valorização das culturas autóctones iniciou-se desde a época medieval. E a partir do século XVI se acentuou na Europa,em toda a parte, a vontade expressa de promoção das línguas nacionais. Até mesmo a Reforma, ao intensificar a leitura da Bíblia(traduzida ao vernáculo) pelo povo, auxiliou poderosamente na consolidação e difusão dos novos idiomas. Duas das primeira sobras das línguas europeias modernas, consideradas expoentes das literaturas portuguesa e espanhola, respectivamente, são Os Lusíadas (1556) de Luís Vaz de Camões e o Dom Quixote (1605) de Miguel de Cervantes y Saavedra.

O Casal Arnolfini, de Jan van Eyck, pintado em 1434.
Figura 6. O Casal Arnolfini, de Jan van Eyck, pintado em 1434.

Nas artes, o Renascimento fez florescer o mundo dos homens, que pelo menos desde o século XV o reintegra mesmo nas obras religiosas. Os homens e seu cotidiano com suas misérias e as suas deformidades, assim como a beleza e o fausto. Descobriu-se, desse modo, a diversidade das faces humanas e nelas um tema inesgotável para a arte. Outra prova do interesse pelo cotidiano está no lugar cada vez maior que a paisagem adquire nas obras do período. Segundo Delumeau:

O Renascimento reencontrou, sem dúvida, de certo modo, os valores do mundo greco-romano. Mas, ao mesmo tempo, tomou consciência do intransponível fosso que o separava desses valores. Interpondo os espessos tempos obscuros entre a Antiguidade ea nova Idade de Ouro, relegou definitivamente para o passado, como coisa já esgotada, uma civilização em que desejava inspirar-se, mas que não podia ressuscitar. O Renascimento, portanto, teve consciência histórica. Essa consciência era uma novidade e era sinal de uma mentalidade nova.8

Outro aspecto a ser observado é que o Renascimento marcou, com as grandes viagens de descobrimento, a vitória duradoura domar no contexto da civilização ocidental. Cabe lembrar que nos séculos XIV e XV, a sociedade europeia vivenciou períodos de fome(1315-1317 e 1346-1347) que acarretaram subnutrição e sucessivas doenças. A peste negra (1347-1351) e as guerras que ocorreram nesse período, como a dos Cem Anos (1337-1453), provocaram a significativa diminuição populacional. Mas, por outro lado, essa crise favoreceu o expancionismo, levando à busca de novas terras e novos mercados que atendessem à demanda das cidades e do comércio.

Mapa do Mundo no Século XIV – por Hericus Martellus Germanus, 1490
Figura 7. Mapa do Mundo no Século XIV – por Hericus Martellus Germanus, 1490.

A emancipação intelectual que se produziu nos séculos XV e XVI, sob a influência do aumento do saber, possibilitou os descobrimentos realizados na China e no Extremo Oriente por venezianos, na África e nas Índias por portugueses, depois no Novo Mundo pelos espanhóis e todos os navegantes da Europa Ocidental, ampliando os limites do horizonte terrestre e aumentando o voo da imaginação:

as grandes viagens marítimas só puderam realizar-se mediante o concurso de muitas outras causas e circunstâncias que vieram reforçar o estado de espírito criado pela atração do longínquo, pela miragem das lendas e pelo recrudescimento do interesse pela geografia grega. Progressos técnicos: a associação da agulha magnética com acarta de marear; o aperfeiçoamento do cálculo da latitude; a construção da caravela, em 1420,que podia navegar contra os ventos contrários; a descoberta pelos portugueses dos ventos que permitiram contornar a África. Tais progressos deram-se na altura em que a Europa sofria de uma crescente necessidade de ouro, prata, especiarias, perfumes e drogas.9

Uma extraordinária força de vontade movia os descobridores renascentistas. Para uns, o mar representava um desafio; para outros, o medo. Mesmo assim, um grande número de aventureiros cruzou os mares, apesar da forte crença que os acompanhava deque aqueles eram o lugar do medo, da morte e da demência, ondehabitavam demônios e monstros. Porém a expansão europeia nãoteve somente motivos materiais. Os portugueses procuravam derrotar o mundo muçulmano. Os espanhóis tinham a impressão de poder continuar além-mar a reconquista já concluída na Europa. E Roma foi a principal aliada dos grandes empreendimentos ultramarinos dos ibéricos. De fato, esses homens estavam a serviço de Deus e de seu rei, e, por isso, seus espíritos aguerridos eram insuflados pela fé que os movia.

Assim como os descobrimentos marítimos representaram uma revolução econômica e o Renascimento, uma revolução intelectual e artística, a Reforma correspondeu a uma revolução no terreno religioso. Da Idade Média até o Renascimento, a importância da Igreja Católica na vida econômica, social e política foi extraordinária –constituía-se na base sobre a qual se apoiava o Estado, chegando mesmo a superá-lo em certos momentos. Na verdade, as guerras e fomes que se abateram sobre a Europa no fim da Idade Média tomaram espaço cada vez maior na vida cotidiana, despertando uma profunda insegurança dos espíritos e colocando em evidência os defeitos da Igreja, o que engendrou uma espécie de anarquismo cristão. A Reforma deve ser compreendida dentro desse contexto. Tal movimento, ao questionar pela primeira vez a autoridade do papa(e, por conseguinte, toda a hierarquia eclesiástica), pôs em dúvida os dogmas e rompeu a unidade religiosa da Europa Ocidental.

Sobre os limites do conceito de Renascimento

Segundo J. Delumeau, o termo Renascimento foi registrado pela primeira vez no século XVI pelo pintor e escultor italiano Giorgio Vasari(1511-1574).10 Contudo, a ideia de um renascer cultural estava presente entre os humanistas desde o século XV, pois eles já definiam sua época, enfaticamente, como um período de oposição ao que consideravam as trevas medievais, exaltando, como Petrarca (1304-1374), os novos tempos em que ressurgiram as letras e as artes.11

Francesco Petrarca, 1334.
Figura 8. Francesco Petrarca, 1334.
Giorgio Vasari, autorretrato, 1539.
Figura 9. Giorgio Vasari, autorretrato, 1539.

Todavia, foi o historiador romântico Jules Michelet (1798-1874) quem, no século XIX, incorporou em definitivo a expressão Renascimento à terminologia histórica. Em L’histoire de la Renaissance (1855), o autor destaca a forte associação entre o Renascimento e o Humanismo, cuja a influência cultural se alastrou por toda a Europa. O movimento contava com a participação de muitos intelectuais. Petrarca faz renascer os estudos clássicos que naquele momento estavam esquecidos. Boccaccio e Dante recuperaram a poesia. Giotto faz ressurgir a pintura. Esses intelectuais tomavam como ideal cultural o homem da Antiguidade Clássica, adaptando a ele o individualismo próximo aos valores da recém-organizada camada burguesa.

Contudo, foi com um contemporâneo de Michelet, o historiador da arte Jacob Burckhardt (1818-1897), que os estudos sobre o Renascimento chegaram ao ponto alto. Sua obra Die Kultur der Renaissance in Italien (1860) é considerada a mais influente de todos os tempos sobre o tema. Nela o autor defende sua memorável fórmula de que o Renascimento foi a descoberta do homeme do mundo, em face do processo de transformações em diversas áreas da vida humana pela redescoberta e revalorização das referências culturais antigas (greco-romanas) sob o ideário humanista. O humanismo, bem como o racionalismo, o antropocentrismo e o individualismo são conceitos centrais em sua interpretação damodernidade.12 Burke, tratando sobre o tema, afirma que:

Foi Burckhardt quem, com a sua Civilisation of the Renaissance in Italy (1860), definiu o período em termos de dois conceitos: “individualismo” e “modernidade”. “Na Idade Média”, segundo Burckhardt, “a consciência humana… repousava sonhadora ou semiacordada sob um véu comum. O homem estava consciente de si próprio apenas como membro de uma raça, povo, partido, família, ou corporação – apenas através de uma qualquer categoria geral”. No entanto, na Itália do Renascimento, “este véu evaporou-se… o homem tornou--se um indivíduo espiritual e reconheceu-se a si mesmo como tal”.13

De fato, Burckhardt interpretou o período renascentista como uma revolução – uma ruptura que proporcionou o advento de uma nova época na história da humanidade. E é importante notar que essa interpretação sobre o humanismo e o homem renascentista constitui, ainda hoje, a essência da noção de Renascimento como percebemos, predominantemente nos livros didáticos. No entanto, a historiografia contemporânea tem alertado para a importância de pensar criticamente tais noções.

Jean Delumeau aponta que o termo Renascimento, ainda quena acepção estrita dos humanistas – que o aplicavam, essencialmente, à literatura e às artes plásticas –, parece, atualmente, insuficiente. Para o historiador francês, o Renascimento não trata da ressureição da Antiguidade, como aliás o próprio Burckhardt afirmou. Mesmo porque os avanços técnicos como a imprensa ou o relógio mecânico, assim como os avanços da economia, como a letra de câmbio e a contabilidade – nada herdaram da Antiguidade. Em sua percepção, o regresso à Antiguidade foi apenas um meio de progredir. E apesar da vanguarda italiana, o autor desenvolve sua análise de forma mais ampliada pensando a Europa.

Contudo, na ausência de um vocábulo que melhor definisse o período, Delumeau preserva a palavra dando a ela uma conotação mais ampla, segundo a qual: significou a promoção do Ocidente numa época em que a civilização da Europa ultrapassou, de modo decisivo, as civilizações que lhe eram paralelas.14

Peter Burke apresenta críticas ainda mais duras ao termo Renascimento. Segundo sua percepção, a interpretação difundida a partir de Burckhardt de que o Renascimento significa modernidade e representa a grande regeneração da arte e das ideias que começou na Itália, de onde, paulatinamente, novas posturas e novas formas artísticas espalharam-se pelo resto da Europa, é um mito.15

Catedral de Florença, Santa Maria del Fiore, concluída em 1436.
Figura 10.Catedral de Florença, Santa Maria del Fiore, concluída em 1436.

Mito” em dois sentidos diferentes. Primeiro, porque Burckhardt exagera os contrastes entre o Renascimento e a Idade Média, ignorando as muitas inovações produzidas no medievo, assim como a sobrevivência de atitudes tradicionais no século XVI e mesmo mais tarde, além do interesse italiano pela pintura e pela música de outros países, em especial dos Países Baixos. Segundo, porque Burckhardt apresenta uma descrição enganadora do passado – um sonho, um desejo cumprido, uma reencenação ou representação do antigo mito do eterno retorno.

Contudo, Peter Burke, como Delumeau, opta por manter o termo Renascimento, na ausência de outra palavra, desde que usado como um conceito organizador – sem prejuízo, portanto, para os feitos da Idade Média, ou para os do mundo não europeu– para se referir a um importante conjunto de mudanças na cultura ocidental.

Por fim, devemos observar que os movimentos considerados inauguradores da Idade Moderna – o Renascimento, os descobrimentos, a Reforma e a centralização política – tiveram fortes raízes medievais. Conforme as afirmações do historiador Hilário Franco Júnior, o Renascimento buscou os modelos culturais clássicos já conhecidos na Idade Média. Os descobrimentos também tinham suas bases medievais nas técnicas náuticas (construção naval,bússola, astrolábio, mapas), na motivação (trigo, ouro, evangelização) e nas metas (Índias, Reino de Preste João). Já o protestantismo, para Franco Júnior, não teria passado de uma heresia que deu certo. E a centralização política foi a conclusão de um objetivo perseguido por monarcas medievais.16 De fato, o homem do Renascimento tinha muitas características medievais, porém foi nesse período que surgiram as novas ideias que retratavam o anseio por uma sociedade diferente.




3 DELUMEAU, J. A civilização do Renascimento. Lisboa: Estampa, 1984. p. 21.

4 DELUMEAU, 1984, p. 19.

5 BURKE, P. O Renascimento. Lisboa: Texto & Grafia, 2008. p. 12

6 Cf. BURKE, Peter. O Renascimento italiano – cultura e sociedade na Itália. São Paulo: Nova Alexandria, 1999.

7 Cf. BURKE, P. Problemas causados por Gutenberg: a explosão da informação nos primórdios da Europa moderna. Estudos avançados, v. 16, n. 44, p. 173-185, jan./abr. 2002.

9 DELUMEAU, 1984, p. 54.

10 DELUMEAU, 1984, p. 19.

11 Cf. BURKE, P. O Renascimento. Lisboa: Texto & Grafia, 2008.

12 Cf. BURCKHARDT, Jacob. A cultura do Renascimento na Itália. São Paulo: Cia das Letras, 2009.

13 BURKE, 2008, p. 9.

14 DELUMEAU, 1984, p. 19-20.

15 BURKE, 2008, p. 10.

16 FRANCO JR., Hilário. As utopias medievais. São Paulo: Brasiliense, 1992. p. 170-172.

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